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Publicado: 30/11/2017 | 320 visualizações

Bahia – Categoria reafirma luta por nenhum direito a menos, com ato no EDIBA

Essa quinta-feira (30) foi de luta para a categoria petroleira em todo o Brasil. Em meio a uma campanha reivindicatória difícil, com tentativa de retirada de direitos por parte da atual direção do Sistema Petrobrás, os petroleiros e petroleiras realizaram mobilizações nas bases para mostrar à Petrobrás que não haverá assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho com retirada de direitos.

As mobilizações também foram contra a privatização da estatal e uma convocatória para a greve geral, que vai acontecer na próxima terça-feira, 05/12, contra a reforma da Previdência.

Na Bahia, a diretoria do Sindipetro, atendendo à orientação da FUP, realizou um ato em frente ao EDIBA para dar informes a categoria sobre a campanha reivindicatória e sobre a decisão judicial que suspendeu o equacionamento do Plano Petros 1 pelo máximo. Os diretores distribuíram o jornal Brasil de Fato, dando oportunidade a categoria a ter acesso a mídia alternativa.

O diretor do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, lembrou que foi a pressão da base que fez com que a direção da Petrobrás recuasse, prorrogando o ACT para 31/12. “ Primeiro a empresa quis desmontar o nosso ACT, mas não permitimos, agora, veio com outra proposta, ainda muito aquém do pleito da categoria, que nada mais é do que a manutenção do ACT e a reposição da inflação, com 2.7% de ganho real”.   

Já o diretor André Araújo, afirmou que as seguidas tentativas de retirada de direitos, fazem parte do golpe, “alguém tinha que pagar a conta, e lógico, que sobrou para os trabalhadores e a sociedade brasileira. O governo ilegítimo está fatiando o Sistema Petrobrás, levando a empresa a abandonar investimentos e vendendo o patrimônio do povo brasileiro a preço de banana. É um dos maiores ataques que o nosso país já sofreu”.

O diretor Leonardo Urpia também afirmou que não haverá negociação com perdas de direitos e se a empresa não voltar atrás daremos início à greve já aprovada em assembleia. Para ele, a categoria precisa se insurgir contra a privatização da Petrobrás. Urpia ressaltou que a Lava Jato apontou um prejuízo de R$ 6 bilhões em 20 anos de corrupção na Petrobrás, “um fato gravíssimo, e que os responsáveis devem ser punidos e presos, mas não se compara com que os golpistas estão fazendo com a empresa, que teve seu valor reduzido em R$ 112 bilhões (17 vezes a Lava Jato) com o claro propósito de apresentar ao mercado uma companhia sucateada para vender os ativos da Petrobrás na bacia das almas”.