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Publicado: 06/02/2018 | 362 visualizações

Fim da Aposentadoria: é hora de intensificar a pressão

Na manhã desta segunda-feira (5), com o fim do recesso parlamentar e a volta dos deputados às atividades no Congresso Nacional, a militância cutista foi para as ruas e redes sociais intensificar a pressão contra a votação da reforma da Previdência, que acaba com a aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras.

Em Brasília, militância aguarda a chegada dos deputados no aeroporto. 

Durante a madrugada, centenas de manifestantes se reuniram em diversos aeroportos do País para abordar os deputados que estavam embarcando para  Brasília. O recado, que já está bem claro para os parlamentares, foi reforçado: se eles votarem a favor da reforma, não serão eleitos este ano - a maioria tentará a reeleição.

Nas redes sociais, a pressão também foi intensificada. No Twitter, a hastag #QuemVotarNãoVolta ficou entre os três assuntos mais comentados durante toda manhã. O governo, que tentou emplacar a hastag #TodosPelaReforma no mesmo momento, só conseguiu apoio das páginas institucionais dos Ministérios, comandadas por seus subordinados. O povo, que se apropriou da hastag, deixou claro para o governo que a opinião pública já entendeu que não se trata de reforma, mas sim do desmonte da Previdência.

Na Bahia, deputados eram aguardados no aeroporto. 

Levantamento dos últimos 50 tweets mencionando #TodosPelaReforma constatou que as 20 menções favoráveis eram de páginas oficiais do governo, enquanto as 30 menções contrárias eram dos usuários comuns da rede social, ou seja, da população brasileira que é contra o fim da aposentadoria. Pesquisa Cut/Vox mostrou que 85% da população é contra a reforma.
 
Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, a pressão sobre os parlamentares em suas bases eleitorais foi decisiva, até agora, para impedir que o governo ilegítimo e golpista de Michel Temer (MDB-SP) alcançasse a exigência mínima de 308 votos do total de 513 deputados para aprovar a impopular reforma da Previdência.

“A pressão intensa feita por nossos sindicatos nas bases eleitorais dos deputados, nos aeroportos e nas praças públicas, foi o que barrou até agora a entrada da medida na pauta de votação da Câmara”.

E em ano de eleição, diz Vagner, “ninguém vai querer ser enterrado politicamente junto com Temer, o mais impopular e rejeitado presidente que o Brasil já teve”.

Pressão total
Para ajudar na batalha nas redes sociais e nas ruas contra mais esse retrocesso, a CUT está disponibilizando a partir desta segunda-feira (5) memes com foto e informações de cada parlamentar, que poderão ser impressas e usadas nos atos, como nos aeroportos, e utilizados nas redes sociais, como Facebook, Twitter, Instagram e Whatsapp.
 
São 366 memes – 195 de deputados que estão indecisos e 171 dos que estão com Temer pelo fim da aposentadoria.

Ao acessar o link, duas pastas estarão disponíveis, com a lista dos deputados favoráveis à reforma e dos indecisos, separados por estado. Acesse a pasta agora e ajude a aumentar a pressão.
 
O presidente da CUT conclama a militância neste fim de recesso parlamentar a intensificar a pressão sob os deputados utilizando todas as ferramentas criadas pela CUT.
 
Arte: Edson Rimonatto O site Na Pressão, lançado em junho de 2017 e que permite contatar os parlamentares por e-mail, mensagens, telefone ou redes sociais, é outra ferramenta criada pela CUT para auxiliar na pressão aos deputados.

O site possibilita enviar, de uma só vez, e-mail para todos os parlamentares indecisos ou a favor da reforma do ilegítimo Temer pelo link "Ativar Ultra Pressão".
 
Ao clicar na foto individual do parlamentar, é possível acessar informações completas, como partido, estado e até mesmo contato para envio de mensagens por meio do whatsapp.
 
“É só acessar o site e começar a pressão”, orienta Vagner.
 
“Pressionar os deputados agora significa lutar hoje para garantir o direito à aposentadoria amanhã. Todo o trabalhador e trabalhadora que dedica uma vida inteira ao trabalho sonha um dia em poder se aposentar. E é por isso que estamos na luta”, finaliza o presidente da CUT, Vagner Freitas.

 

Fonte: FUP