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Publicado: 08/05/2018 | 1915 visualizações

Greve é aprovada por mais de 90% da categoria

A categoria petroleira da Bahia vê a greve como único caminho para barrar a privatização do Sistema Petrobrás e garantir os direitos trabalhistas. Foi o que indicou o resultado da Assembleia Geral Extraordinária (AGE), realizada de 02 a 11/05, nas unidades da estatal no estado.
A maioria – 92,9% - mostrou grande disposição para a luta que será feita através do movimento paredista nacional, apenas 1,8% foram contra e 5,3% se abstiveram.  Também foi aprovado, com 82,7% dos votos, um manifesto em defesa da democracia e da liberdade do ex-presidente Lula. Neste caso, foram contra 4,7% e houve 12,6% de abstenção.


Outra votação foi a contribuição assistencial de 1% para  a greve, que teve aprovação de 85,3 % da categoria, sendo que 6,8% foram contra e 7,9% se abstiveram ( Veja no final da  matéria o resultado da AGE, por unidade). 
Em todas as seções da AGE houve intenso debate acerca da atual conjuntura política e econômica, bastante adversa para a sociedade brasileira e trabalhadores. 

*Situação é gravíssima* – A FUP e o Sindipetro Bahia, desde o golpe de 2016, vêm alertando à categoria para a ameaça da privatização do Sistema Petrobrás, que agora se transformou em uma dura realidade que a categoria terá que enfrentar. Caso contrário, a garantia dos direitos trabalhistas será o menor dos problemas dos petroleiros e petroleiras. Na Bahia, onde a Petrobrás possui a sua maior diversidade de negócios, a situação é ainda mais grave, pois corre-se o grande risco da retirada da estatal do estado, principalmente a partir do anúncio da venda da RLAM, Temadre, Termoelétricas, campos terrestres e do fechamento da FAFEN.


Fica a cada dia mais claro que Parente tem o aval do governo golpista para destruir a Petrobrás, entregando-a ao capital estrangeiro. De acordo com a FUP, Parente já entregou á concorrência mais de 30 ativos estratégicos da empresa como campos do pré-sal, sondas de produção, redes de gasodutos do Sudeste e do Nordeste, distribuidoras de gás, petroquímicas, termoelétricas e usinas de biocombustíveis.


*Liquida Petrobrás* 


- Venda da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e da Unidade de Fertilizantes-III (Fafen-MS), que estão sendo adquiridas pela multinacional russa ACRON, e a privatização de quatro refinarias (Refap, Repar, Rlam e Abreu e Lima), seis terminais aquaviários, seis terminais terrestres e 46 dutos, que foram colocados à venda no dia 27 de abril. 


- Abertura do  mercado a privatização de 71 campos de produção terrestre, 33 campos de águas rasas e outros três de águas profundas; o setor de biocombustíveis (PBio) e a Transportadora Associada de Gás (TAG). 

Para o diretor do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, a Petrobrás está sendo saqueada em uma velocidade  absurda, pois “quem saqueia, tem pressa”, diz o diretor que acredita que a aprovação da greve nacional poderá mudar esse quadro como aconteceu na década de 1990, no governo de FHC, quando a mobilização da categoria impediu a privatização da Petrobrás.
O coordenador do Sindipetro Bahia, Deyvid Bacelar, conclama os petroleiros e petroleiras a permanecerem mobilizados até que a FUP defina a data da greve nacional. “Até lá participaremos de diversas atividades e construiremos o nosso movimento paredista”.

Clique aqui para ver o resultado final das assembleias, por unidade.

Clique aqui para ler o manifesto a favor da democracia!

Resultado

Clique aqui e confira arquivo completo do resultado final da greve

Fonte: Sindipetro - BA