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Publicado: 09/05/2018 | 201 visualizações

Audiência é marcada por reivindicações e cartazes com críticas ao desmonte da Petrobrás

São Francisco do Conde recebeu na tarde da última terça-feira, 08 de maio, na câmara de vereadores da cidade, a Audiência Pública sobre “a venda de 60% dos ativos da RLAM e suas consequências”, cujos questionamentos sobre os desdobramentos desta ação têm sido incisivos pela população franciscana.

Com casa cheia, a reunião que ocorreu em dois momentos, ambos com participação ativa da sociedade,  foi marcada pela presença de manifestantes que questionaram a falta de políticas públicas para diminuir o desemprego no município. Na oportunidade, foram  apresentados os impactos que os municípios irão sofrer com a possível venda de ativos da empresa localizada em Mataripe, entre eles, queda da arrecadação e na geração de empregos, redução no investimento em ações sociais e ambientais. 

Firmes na luta - Uma das frentes de luta tem sido a realização de audiências públicas para debater, propor soluções e buscar o comprometimento das autoridades na luta contra a saída da Petrobrás da Bahia. Já foram realizadas diversas audiências em Salvador, em Brasília e nos municípios que serão fortemente afetados com a saída da estatal. 


Radiovaldo Costa é diretor do Sindipetro Bahia e acompanha de perto todas as audiências. Ao ressaltar que a Petrobrás é uma empresa genuinamente brasileira, foi aplaudido de pé. “Companheir@s,  sigam  firmez e tenham certeza de uma coisa: esta empresa que está para ser entregue nas mãos de estrangeiros foi construída com nosso esforço, nosso conhecimento técnico, nossa mão de obra e leva a nossa bandeira para qualquer lugar do mundo. Precisamos lutar por uma empresa que carrega nosso símbolo, de capacidade, de conhecimento e de resistência”, discursou. 

A pedido do Sindipetro, Ana Georgina Dias, supervisora técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - Dieese na Bahia avaliou a conjuntura atual e ressaltou que a venda da Petrobrás, que vive uma política de “desinvestimento”, pode trazer riscos para a geração de empregos e na qualidade da mão de obra. “O impacto infelizmente não é positivo. Ainda que essa venda mantenha a arrecadação, a grande preocupação é com a questão do emprego”, explicou a supervisora. 

José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobrás, pontuou que a sociedade precisa se mobilizar para evitar a privatização da empresa. “Para evitar os malefícios, a sociedade tem que acordar, precisa articular com prefeito, vereadores e deputados para reverter essa proposta”. Segundo Gabrielli, a RLAM opera com cerca  de 51% da sua capacidade instalada. “O refino da Petrobrás está reduzindo a utilização das refinarias. A RLAM é uma das refinarias que teve a maior redução na sua utilização”. 
Na mesa de debates, participaram diretores do Sindipetro, como Radiovaldo Costa, a analista do Dieese, Ana Georgina Dias, o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, o vice-prefeito, Carlos Alberto Bispo, os vereadores do município e demais personalidades representativas na área.

Fonte: Sindipetro-BA