{"id":7937,"date":"2020-06-05T12:08:13","date_gmt":"2020-06-05T15:08:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindipetroba.org.br\/2019\/?p=7937"},"modified":"2020-06-05T12:08:13","modified_gmt":"2020-06-05T15:08:13","slug":"frente-antifascista-ontem-e-hoje","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.sindipetroba.org.br\/2019\/frente-antifascista-ontem-e-hoje\/","title":{"rendered":"Frente antifascista: ontem e hoje"},"content":{"rendered":"<p>Neste \u00faltimo m\u00eas de maio completou 75 anos a derrota da extrema direita na Europa, em 1945, por uma frente anti fascista que uniu as esquerdas e a liberal-democracia. Impens\u00e1vel at\u00e9 pouco tempo antes de ser costurada, essa alian\u00e7a definiu o mundo contempor\u00e2neo e salvou o legado civilizacional humanista do Ocidente, amea\u00e7ado pela barb\u00e1rie nazi fascista. Legado que voltou a periclitar atualmente, com a ressurg\u00eancia da extrema direita. A Hist\u00f3ria certamente n\u00e3o se repete. As diferentes \u00e9pocas e conjunturas t\u00eam especificidades &#8211; mas tamb\u00e9m semelhan\u00e7as. Lembramos, por isso, a frente anti fascista de 1942-1947 \u2013 como se viabilizou e quais suas consequ\u00eancias -, para tentar compreender as possibilidades hoje, no mundo e no Brasil, de alian\u00e7a semelhante, ins\u00f3lita, mas crucial.<\/p>\n<p><b>1930: DIFERENTES RESPOSTAS \u00c0 CRISE DO LIBERALISMO<\/p>\n<p><\/b>Na d\u00e9cada de 1930 havia tr\u00eas grandes blocos pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos: a extrema direita nazi fascista, a liberal democracia e as esquerdas. Nenhum dos tr\u00eas homog\u00eaneo internamente, todos mediados por particularidades nacionais e matizes pol\u00edticas, mas cimentados por um dado fundamental: cada um era inimigo ferrenho dos outros dois. Tal situa\u00e7\u00e3o originou-se da imensa crise da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental, do arranjo liberal burgu\u00eas que essa civiliza\u00e7\u00e3o construiu a partir do s\u00e9culo XVIII, o qual entrou em desequil\u00edbrio profundo com a I Guerra e teve suas breves esperan\u00e7as de recupera\u00e7\u00e3o na d\u00e9cada de 1920 sepultadas com a crise econ\u00f4mica de 1929. Cada um dos tr\u00eas blocos constituiu-se dando respostas espec\u00edficas a essa crise civilizacional.<\/p>\n<p>A extrema direita, na d\u00e9cada de 1920, ajudara a rea\u00e7\u00e3o liberal conservadora aos movimentos de esquerda que varreram a Europa ap\u00f3s o fim da I Guerra e j\u00e1 tomara o poder na It\u00e1lia e em Portugal. Mas foi a crise de 1929 que gerou um movimento global, em in\u00fameros pa\u00edses, de tradi\u00e7\u00f5es e trajet\u00f3rias hist\u00f3ricas as mais d\u00edspares, como resposta ao impasse da sociedade liberal-burguesa. Esse movimento foi o nazi-fascismo, e solu\u00e7\u00e3o que apresentava era reformar a economia de mercado mantendo a desigualdade social e\u00a0<i>extirpando totalmente as eventuais liga\u00e7\u00f5es dessa economia com a democracia.<\/p>\n<p><\/i>Para isso, lembrou Karl Polanyi, duas provid\u00eancias fundamentais: a) uma ofensiva ideol\u00f3gica de reeduca\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os, para que abdicassem de sua responsabilidade pol\u00edtica individual em prol da coletividade, e aceitassem a ideia de se eliminar, literalmente inclusive, uma suposta \u201cparte podre\u201d dessa coletividade para sua imprescind\u00edvel \u201cregenera\u00e7\u00e3o\u201d. Aos que relutassem em aceitar essa esp\u00e9cie de \u201creligi\u00e3o pol\u00edtica\u201d, a coer\u00e7\u00e3o extrema, por meios estatais e paramilitares; b) a autarquiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica nacional, dinamitando o sistema econ\u00f4mico internacional liberal-burgu\u00eas. A Alemanha, particularmente, adotou esse objetivo, garantiu Polanyi. Ela alijou-se do sistema internacional de capital, mercadorias e moeda, a fim de reduzir a influ\u00eancia do mundo exterior sobre ela. Gastou suas reservas de ouro, destruiu seu cr\u00e9dito externo mediante o rep\u00fadio de suas obriga\u00e7\u00f5es, e at\u00e9 extinguiu o saldo favor\u00e1vel de sua balan\u00e7a comercial. Tal autarquiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica s\u00f3 seria vi\u00e1vel se a Alemanha encabe\u00e7asse um ultra imperialismo de explora\u00e7\u00e3o brutal de pa\u00edses e povos semiescravizados.<\/p>\n<p>No bloco da liberal democracia, o\u00a0<i>New Deal\u00a0<\/i>estadunidense foi a resposta mais original e significativa. N\u00e3o instituiu um Estado de Bem-Estar universal \u2013 ofereceu certa prote\u00e7\u00e3o social a camadas mais desfavorecidas e vulner\u00e1veis, especialmente os desempregados, excluindo o autorit\u00e1rio e racista universo rural. Concentrou-se na pol\u00edtica econ\u00f4mica intervencionista, tentando reativar a combalida economia norte-americana pela indu\u00e7\u00e3o de mecanismos de produ\u00e7\u00e3o, de controle de pre\u00e7os, de incentivo \u00e0 retomada e expans\u00e3o da infraestrutura, etc. Foi significativo, por\u00e9m, pela influ\u00eancia norte-americana, e original porque, mesmo parcial, essa pol\u00edtica p\u00fablica representou um ponto de inflex\u00e3o na tradi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica norte-americana, fortemente liberal e individualista, avessa a interven\u00e7\u00e3o social do Estado.<\/p>\n<p>O governo de Roosevelt lidou com a crise da economia de mercado de forma mais criativa que os liberais franceses ou ingleses, que atravessaram a d\u00e9cada de 1930 aferrados \u00e0 desacreditada ortodoxia\u00a0<i>laissez-faire<\/i>, causadora da Guerra de 1914, da qual Fran\u00e7a e Inglaterra, embora vitoriosas, sa\u00edram exauridas \u2013 e por isso avessas e temerosas de novo conflito. Da\u00ed que, enquanto a guerra, na d\u00e9cada de 1930 era o desejo e a raz\u00e3o de ser do nazi fascismo, era o pesadelo do liberalismo europeu. A pat\u00e9tica pol\u00edtica brit\u00e2nica de \u201capaziguamento\u201d, por exemplo, significava ceder, na pr\u00e1tica, \u00e0 agressividade germ\u00e2nica enquanto, no discurso, alternava amea\u00e7as e gestos de concilia\u00e7\u00e3o. Os liberais conservadores retra\u00edam-se frente ao avan\u00e7o do nazi fascismo enquanto continuavam francamente hostis \u00e0s esquerdas.<\/p>\n<p>Estas, deram basicamente duas respostas \u00e0 crise da sociedade liberal-burguesa: uma foi um imediato fracasso, mas forneceu elementos para o\u00a0<i>Welfare State<\/i>\u00a0mais tarde; outra foi bem sucedida a curto prazo, mas, ao fim, tr\u00e1gica para o legado socialista.<\/p>\n<p>A resposta imediatamente fracassada foram as Frentes Populares, amplas alian\u00e7as de v\u00e1rias tend\u00eancias de esquerda, e, \u00e0s vezes, de centro tamb\u00e9m, contra o nazi fascismo. Por um breve per\u00edodo, em 1936, a vit\u00f3ria eleitoral da Frente Popular em dois pa\u00edses grandes e cont\u00edguos como Fran\u00e7a e Espanha foi uma chance para a conten\u00e7\u00e3o da extrema direita. Fracassaram, por\u00e9m, a manuten\u00e7\u00e3o da unidade interna e a promo\u00e7\u00e3o da solidariedade externa. Na Fran\u00e7a, o Partido Radical, de centro, fazia parte da coaliz\u00e3o, mas logo se alarmou com as leis sociais e a onda de manifesta\u00e7\u00f5es e greves \u2013 muitas vezes espont\u00e2neas &#8211; que se seguiram \u00e0 tomada do poder pela Frente Popular. Para manter os centristas na coaliz\u00e3o, o governo do socialista Le\u00f3n Blum recuou nas pol\u00edticas sociais, e, decepcionando a esquerda mundial, n\u00e3o interferiu na Guerra Civil espanhola ao lado dos republicanos, que combatiam a direita do general Franco, apoiada militarmente pelo nazi fascismo. Blum queria preservar a alian\u00e7a com o Reino Unido (cujo governo conservador batia-se pela n\u00e3o interven\u00e7\u00e3o no conflito espanhol), alian\u00e7a tida como necess\u00e1ria frente ao expansionismo agressivo de Hitler. Al\u00e9m disso, temia que o pr\u00f3prio pa\u00eds, profundamente dividido, mergulhasse numa guerra civil como a da Espanha. A neutralidade, por\u00e9m, custou o apoio dos comunistas franceses, que, seguindo a orienta\u00e7\u00e3o de Moscou, abandonaram a Frente. Logo depois os centristas tamb\u00e9m sa\u00edram, e o governo da Frente Popular caiu, durou pouco mais de um ano.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Frente Popular espanhola, embora tamb\u00e9m tivesse o apoio de expressivo movimento de base, organizando-se muitas vezes de forma espont\u00e2nea, tinha contra si, al\u00e9m da direita nacional e internacional, a extrema fragmenta\u00e7\u00e3o de sua coaliz\u00e3o, com a inimizade especialmente entre comunistas e anarquistas a minar as a\u00e7\u00f5es comuns. Sua derrota mergulhou a Espanha em quatro d\u00e9cadas de ditadura.<\/p>\n<p>Para Geoff Eley, o receio de polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que motivou a neutralidade do governo da Frente Popular francesa na Guerra da Espanha foi um erro tr\u00e1gico. Al\u00e9m de uma cat\u00e1strofe para a rep\u00fablica espanhola, foi um rev\u00e9s para a esquerda, n\u00e3o s\u00f3 francesa, mas mundial, pois \u201cdeixou de levar em conta a dimens\u00e3o internacional do moral da esquerda no per\u00edodo entre 1933 e 1936. Dilapidou o potencial de a\u00e7\u00e3o antifascista por meio da identifica\u00e7\u00e3o combinada internacionalista e patri\u00f3tica. O resultado teria sido a polariza\u00e7\u00e3o na Fran\u00e7a \u2013 mas nos pr\u00f3prios termos da esquerda, e n\u00e3o pelo recuo constante e com a cess\u00e3o permanente da vantagem ret\u00f3rica\u201d.<\/p>\n<p>Vantagem ret\u00f3rica, o comunismo sovi\u00e9tico tentou n\u00e3o ceder. A outra resposta das esquerdas \u00e0 crise do capitalismo liberal tomou a forma de uma segunda fase da revolu\u00e7\u00e3o bolchevique, que abandonou completamente o iluminismo cultural e socialmente progressista dos anos iniciais do movimento. Chegou-se \u00e0 conclus\u00e3o de que o comunismo e a coletiviza\u00e7\u00e3o, especialmente da terra, t\u00e3o importante numa na\u00e7\u00e3o ainda agr\u00e1ria, deveriam ser impostos rapidamente, a ferro e fogo, e para tanto instituiu-se um regime de terror. Implantando o comunismo \u00e0 for\u00e7a, o gigante euro asi\u00e1tico, transformou-se, finalmente, assegurou Polanyi, numa\u00a0<i>alternativa real \u00e0 economia capitalista<\/i>, n\u00e3o era mais somente um lugar de agita\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria contra o mundo capitalista \u2013 apresentava-se, agora, como representante de um sistema novo que poderia substituir a economia de mercado. Uma vit\u00f3ria a curto prazo. Mas a popula\u00e7\u00e3o russa, que j\u00e1 havia sangrado na I Guerra e na guerra da revolu\u00e7\u00e3o, pagou caro para que sua na\u00e7\u00e3o se oferecesse como alternativa vi\u00e1vel, efetiva, ao capitalismo<a href=\"https:\/\/www.cartamaior.com.br\/?%2FEditoria%2FPolitica%2FFrente-antifascista-ontem-e-hoje%2F4%2F47711#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. E o socialismo pagou o terr\u00edvel pre\u00e7o de ter sido corrompido, desfigurado de suas caracter\u00edsticas e potencialidades democr\u00e1ticas originais.<\/p>\n<p>Em 1939, a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e as for\u00e7as armadas russas encontravam-se extremamente vulner\u00e1veis, ap\u00f3s os expurgos stalinistas. E uma alian\u00e7a com os governos liberais contra o nazi fascismo, que amea\u00e7ava ambos, parecia longe de acontecer. As animosidades e desconfian\u00e7as rec\u00edprocas eram enormes. Em vez disso, foram St\u00e1lin e Hitler, inimigos mortais, que assinaram, logo antes da II Guerra, um pacto rec\u00edproco de n\u00e3o-agress\u00e3o, causando surpresa geral. Ambos precisavam ganhar tempo. Os sovi\u00e9ticos, para reconstruir o Estado e continuar desenvolvendo a economia. Os alem\u00e3es, para atacar primeiro a Fran\u00e7a e a Inglaterra, a oeste, e, depois de domin\u00e1-las, voltar-se contra os povos eslavos no leste.<\/p>\n<p>Os planos germ\u00e2nicos come\u00e7aram dando certo com a f\u00e1cil conquista da Fran\u00e7a e demais pa\u00edses da Europa Ocidental, mas esbarraram na resist\u00eancia inglesa, auxiliada financeiramente pelos EUA. Mesmo assim, quando rompeu o pacto com os sovi\u00e9ticos e invadiu o pa\u00eds em junho de 1941, as perspectivas de Hitler eram favor\u00e1veis: se conseguisse dominar, numa guerra de exterm\u00ednio, a URSS e a Europa Oriental, reduzindo os sobreviventes \u00e0 escravid\u00e3o, no m\u00ednimo uma paz vantajosa com a Inglaterra seria alcan\u00e7ada.<\/p>\n<p>Somente a\u00ed, nesse momento, socialismo e liberal-democracia consolidaram uma alian\u00e7a:\u00a0<i>quando tiveram certeza de que n\u00e3o havia op\u00e7\u00e3o al\u00e9m de uma luta de vida ou morte contra a barb\u00e1rie nazi fascista<\/i>. Somente a\u00ed houve perspectiva de salvar o legado humanista da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental.<\/p>\n<p><b>LI\u00c7\u00d5ES HIST\u00d3RICAS DA ALIAN\u00c7A ANTI FASCISTA<\/p>\n<p><\/b>O que essa alian\u00e7a que derrotou a extrema direita, mas logo depois foi desfeita, dando in\u00edcio \u00e0 Guerra Fria, tem a nos ensinar hoje, em que, novamente, o crescimento da extrema direita \u00e9 uma das respostas \u00e0 crise de um capitalismo liberal, concentrador de renda? E em que nosso pa\u00eds \u00e9 um dos mais amea\u00e7ados por esse ressurgir do fascismo. Listamos seis li\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, a necessidade extrema \u00e9 m\u00e3e das provid\u00eancias pr\u00e1ticas, as quais muitas vezes atropelam dogmas e preconceitos sedimentados. Mas n\u00e3o h\u00e1 garantia de que essa necessidade seja percebida a tempo ou que as provid\u00eancias tomadas sejam efetivas \u2013 de forma mais direta: n\u00e3o estava \u201cescrito nas estrelas\u201d que a alian\u00e7a entre a esquerda e a liberal-democracia seria formada e iria bater o nazi fascismo.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, recuar perante a extrema direita, esperando que ela modere ou desista do conflito \u00e9 p\u00e9ssima estrat\u00e9gia. A raz\u00e3o de ser da extrema direita \u00e9 o conflito, a agress\u00e3o. As hesita\u00e7\u00f5es do governo de Blum em apoiar a esquerda espanhola, o vexaminoso \u201capaziguamento\u201d ingl\u00eas, contemporizando com os absurdos nazistas, s\u00f3 fizeram crescer o monstro. E o pacto nazi-sovi\u00e9tico? Sem defender a ditadura stalinista e a corrup\u00e7\u00e3o do socialismo, h\u00e1 que se ressaltar que a URSS jamais teve ilus\u00f5es de que os nazistas houvessem desistido da agress\u00e3o. Sabia que era quest\u00e3o de tempo ser atacada, mas tempo era o que queria. E esperava que o tempo fosse maior, que Fran\u00e7a e Reino Unido resistissem mais a Hitler, que lhe impusessem maiores perdas &#8211; n\u00e3o contava, especialmente, com a queda t\u00e3o f\u00e1cil da Fran\u00e7a. Naquela situa\u00e7\u00e3o absolutamente espec\u00edfica, portanto, o pacto com o arqui inimigo nazista foi, do ponto de vista dos interesses urgentes da URSS, compreens\u00edvel<a href=\"https:\/\/www.cartamaior.com.br\/?%2FEditoria%2FPolitica%2FFrente-antifascista-ontem-e-hoje%2F4%2F47711#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Os governos liberais conservadores que se acovardaram perante Hitler n\u00e3o estavam na mesma situa\u00e7\u00e3o, e esperavam, irracionalmente, que, cedendo ao fascismo, este se colocasse limites.<\/p>\n<p>Terceiro, a fragmenta\u00e7\u00e3o interna \u00e9 fatal. Houve v\u00e1rios exemplos: a divis\u00e3o incontorn\u00e1vel das esquerdas espanholas durante a Guerra Civil, a falta de apoio do governo da Frente Popular francesa aos republicanos espanh\u00f3is na luta contra o fascismo, a incapacidade de social democratas e comunistas se unirem quando Hitler ascendeu ao poder. Mas houve exemplos no polo da extrema direita tamb\u00e9m. A uni\u00e3o entre Jap\u00e3o e Alemanha deu-se no campo pol\u00edtico-diplom\u00e1tico, n\u00e3o no campo b\u00e9lico. Caso isso ocorresse, caso o Jap\u00e3o tivesse guerreado a URSS na Sib\u00e9ria, como Hitler demandou constantemente, o desfecho do conflito poderia ser outro. O Jap\u00e3o, contudo, tinha suas pr\u00f3prias escolhas e condicionantes<a href=\"https:\/\/www.cartamaior.com.br\/?%2FEditoria%2FPolitica%2FFrente-antifascista-ontem-e-hoje%2F4%2F47711#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, e a alian\u00e7a com o nazismo n\u00e3o foi plena.<\/p>\n<p>Em quarto lugar, a falta de comunica\u00e7\u00e3o entre os movimentos populares de base e as lideran\u00e7as de esquerda \u00e9 sempre um problema s\u00e9rio. Na experi\u00eancia das Frentes Populares de Fran\u00e7a e Espanha, a energia e a criatividade do povo irromperam na forma de greves e manifesta\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas, ocupa\u00e7\u00f5es de f\u00e1bricas, comit\u00eas de autogest\u00e3o, festivais de rua, etc. Um mundo pulsante de iniciativas que logo se perderam, sem adquirir formas pol\u00edticas ou alternativas de governo mais consistentes, sem fazer jus \u00e0 for\u00e7a e representatividade que tinham, por causa da fragmenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e do curto circuito entre o povo e lideran\u00e7as n\u00e3o raro burocratizadas. Para que haja uma esquerda realmente democr\u00e1tica e politicamente forte e vi\u00e1vel, a milit\u00e2ncia de base e as lideran\u00e7as pol\u00edticas s\u00e3o, ambas, fundamentais; seu di\u00e1logo \u2013 \u00e0s vezes tenso, \u00e0s vezes harmonioso \u2013 \u00e9 ve\u00edculo e garantia de vitalidade pol\u00edtica. Tamb\u00e9m hoje temos, na base da sociedade, no Brasil e l\u00e1 fora, um universo pulsante de movimentos, associa\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es os mais diversos, uma imensa base social inquieta e insatisfeita. E as lideran\u00e7as pol\u00edticas, al\u00e9m do de cuidar do jogo institucional formal &#8211; elei\u00e7\u00f5es, conchavos pol\u00edticos, burocracias partid\u00e1rias -, n\u00e3o podem perder o contato com essa energia popular, sob o risco dela se dissipar na pulveriza\u00e7\u00e3o e na auto refer\u00eancia extrema.<\/p>\n<p>Em quinto lugar, lembremos o lamento de Geoff Eley sobre o malogro das Frentes Populares em 1936-37: al\u00e9m da derrota em si, abateu o moral das esquerdas, cedeu \u201cvantagem ret\u00f3rica\u201d aos advers\u00e1rios. O fascismo deve ser combatido em todas as frentes, e a linguagem, a comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma das mais importantes. Afinal, como afirmam Ven\u00edcio Lima e Juarez Guimar\u00e3es, pol\u00edtica e comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o apenas dimens\u00f5es \u201cinterligadas\u201d \u2013 s\u00e3o constitutivas uma da outra. Ceder vantagem ret\u00f3rica significa abdicar das narrativas pr\u00f3prias, enfrentar o advers\u00e1rio nos termos dele, na \u201ccasa\u201d dele, jogando o jogo dele \u2013 meio caminho andado para a derrota. A d\u00e9cada de 1930 \u00e9 geralmente vista como a d\u00e9cada do fascismo. Sem d\u00favida este era forte. Mas a esquerda n\u00e3o era t\u00e3o fraca, mobilizava parte significativa das sociedades \u2013 mas n\u00e3o conseguiu, nas palavras de Eley: \u201cpolarizar o jogo pol\u00edtico em seus pr\u00f3prios termos\u201d. No Brasil recente, uma esquerda moderada e reformista cedeu vantagem ret\u00f3rica aos advers\u00e1rios o tempo todo em que esteve no poder. Estamos todos colhendo os amargos frutos desse erro.<\/p>\n<p>Finalmente, mas n\u00e3o menos importante, fica a li\u00e7\u00e3o de que, se o fascismo do entre guerras foi, como disse Polanyi, uma rea\u00e7\u00e3o a uma situa\u00e7\u00e3o objetiva, a da crise da economia de mercado e da civiliza\u00e7\u00e3o liberal-burguesa, o ressurgimento de elementos fascistas na conjuntura atual \u00e9 consequencia, mais uma vez, de nova crise desse modelo, iniciada em 2008 e revigorada, agora, com a emerg\u00eancia do Coronavirus. Sem interfer\u00eancia do Estado, a tend\u00eancia intr\u00ednseca do capitalismo \u00e9 concentrar renda e aumentar exclus\u00e3o e desigualdade social \u2013 quem duvidar, pode consultar Thomas Pikety, em sua monumental obra \u201cO capital no s\u00e9culo XXI\u201d. Isso, e mais a mercantiliza\u00e7\u00e3o completa da vida que o capitalismo traz, aumenta o mal estar e a insatisfa\u00e7\u00e3o gerais. Surgem ent\u00e3o, os \u201csalvadores da p\u00e1tria\u201d, aproveitadores que se mostram \u201cantissistema\u201d, com aspas bem merecidas, identificando o\u00a0<i>establishment<\/i>\u00a0com a esquerda e\/ou com as pautas culturais progressistas \u2013 nunca com as oligarquias econ\u00f4micas, \u00e9 claro. Hitler e Mussolini nos anos 1930. Trump e Bolsonaro hoje.<\/p>\n<p>Para evitar essas crises recorrentes da economia de mercado \u2013 e o extremismo de direita que elas nutrem \u2013 \u00e9 preciso modificar tal economia. Eh preciso ativar o que Polanyi chamava de \u201cinstinto de auto prote\u00e7\u00e3o da sociedade\u201d, que levou a diversas rea\u00e7\u00f5es, reformas e conten\u00e7\u00f5es da mercantiliza\u00e7\u00e3o da vida trazida pelo capitalismo, mudando esse modo de vida infeliz e autof\u00e1gico. \u00c9 preciso, no m\u00ednimo, combater o dom\u00ednio do capitalismo financeiro, retomando a hegemonia da economia real, da produ\u00e7\u00e3o e do com\u00e9rcio, prevista pelo arranjo do Estado de Bem Estar p\u00f3s II Guerra, que, com seus pr\u00f3s e contras, foi uma op\u00e7\u00e3o prefer\u00edvel \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o stalinista do socialismo e ao capitalismo sem peias, produtor de desigualdades, ambos carentes de subst\u00e2ncia democr\u00e1tica.<\/p>\n<p><b>ESQUERDA E ALIAN\u00c7A ANTI FASCISTA: TRANSIGIR E N\u00c3O TRANSIGIR<\/p>\n<p><\/b>Vivemos no Brasil um momento em que a democracia e os pr\u00f3prios padr\u00f5es m\u00ednimos de vida civilizada est\u00e3o em grave perigo. Temos um chefe de governo fraudulentamente eleito &#8211; o impulsionamento maci\u00e7o de mensagens nas redes sociais financiada por empres\u00e1rios, proibido pela lei eleitoral e a pris\u00e3o casu\u00edstica, for\u00e7ada, de seu principal advers\u00e1rio, retirando-o da disputa. Esse chefe de governo, vendo minguar seu apoio por conta da condu\u00e7\u00e3o criminosa da crise do Coronavirus e preocupado com as investiga\u00e7\u00f5es sobre seu esquema criminoso de mentiras e achaques a advers\u00e1rios nas redes sociais, instiga seus seguidores a apoiar um golpe de Estado que sepulte de vez o que resta das institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u00c9 urgente resistir \u00e0 fascistiza\u00e7\u00e3o completa de nosso pa\u00eds. A li\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria \u00e9 que a alian\u00e7a entre as esquerdas e liberal democracia durante a II Guerra foi efetiva, mas n\u00e3o desfigurou qualquer dos dois campos. Terminada a necessidade de alian\u00e7a, derrotado o monstro nazi fascista, cada um voltou a seu leito, a suas vis\u00f5es de mundo, seus princ\u00edpios.<\/p>\n<p>No Brasil, as esquerdas devem, em primeiro lugar, superar as muitas diverg\u00eancias internas. Depois, devido \u00e0 situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica do pa\u00eds, devem se juntar a liberais e conservadores numa frente anti fascista. Sabendo em que transigir e em que n\u00e3o transigir. A transig\u00eancia deve ser relevar momentaneamente o apoio expl\u00edcito ou impl\u00edcito que esses liberais conservadores deram \u00e0 elei\u00e7\u00e3o Bolsonaro, \u00e0 pris\u00e3o de Lula, ao golpe contra Dilma. Deve-se pesar as consequencias \u00faltimas das escolhas, em vez de se agir movido a ressentimentos, por mais compreens\u00edveis que sejam. A intransig\u00eancia deve ser a de n\u00e3o formar alian\u00e7as de forma subordinada, acr\u00edtica, de n\u00e3o abrir m\u00e3o de seus valores, sobretudo do que as esquerdas t\u00eam de melhor: as pol\u00edticas sociais de redu\u00e7\u00e3o da desigualdade e aprofundamento da democracia. Aliar-se a liberais conservadores aderindo a todo seu projeto elitista, a pautas como a Reforma da Previd\u00eancia defendida por Guedes, \u00e0 instrumentaliza\u00e7\u00e3o patrimonialista do Estado em prol das elites \u2013 isso n\u00e3o deve ser feito. Os liberais conservadores querer\u00e3o acordos desse tipo? Os sinais vindos desse campo t\u00eam sido d\u00fabios. Talvez pensem ser poss\u00edvel anularem sozinhos a extrema direita, no m\u00e1ximo com a esquerda em papel coadjuvante. Mas talvez haja compet\u00eancia e vis\u00e3o suficientes para que ambos os polos, liberais conservadores e esquerda, tentem um verdadeiro pacto, negociado de igual para igual.<\/p>\n<p>Obviamente, a conjuntura brasileira atual n\u00e3o \u00e9 id\u00eantica \u00e0 conjuntura mundial da II Guerra. Mas h\u00e1 semelhan\u00e7as, sobretudo na necessidade dram\u00e1tica de se derrotar o fascismo. Fa\u00e7amos tudo que estiver ao nosso alcance para isso.<\/p>\n<p><b>Rubens Goyat\u00e1 Campante &#8211; Pesquisador da Escola Judicial do TRT\/MG e do Cerbras (Centro de Estudos Republicanos Brasileiros)<\/b><br \/>\n<i><br \/>\n<b>***<\/b><\/i><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.cartamaior.com.br\/?%2FEditoria%2FPolitica%2FFrente-antifascista-ontem-e-hoje%2F4%2F47711#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>\u00a0A coletiviza\u00e7\u00e3o das terras enfrentou resist\u00eancia dos camponeses, a implanta\u00e7\u00e3o abrupta do comunismo enfrentou resist\u00eancia dos velhos bolcheviques, militantes do partido comunista, que, fi\u00e9is \u00e0s li\u00e7\u00f5es de Karl Marx, n\u00e3o julgavam o pa\u00eds \u201cmaduro\u201d para tanto (o comunismo, de acordo com a ortodoxia marxista, deveria se implantar na Europa ocidental industrializada), a regress\u00e3o cultural enfrentou a resist\u00eancia de intelectuais e camadas urbanas. Todas essas resist\u00eancias foram dobradas por intensa repress\u00e3o. A princ\u00edpio, os chamados \u201cexpurgos de St\u00e1lin\u201d, destinados a combater \u201cinimigos do comunismo\u201d e \u201cagitadores liberais e fascistas\u201d abateu-se sobre a popula\u00e7\u00e3o civil, camponeses, oper\u00e1rios, militantes &#8211; os integrantes do Ex\u00e9rcito Vermelho ficaram de fora. Com a popula\u00e7\u00e3o civil posta de joelhos, entretanto, a persegui\u00e7\u00e3o voltou-se tamb\u00e9m contra as for\u00e7as armadas, inclusive membros dos altos escal\u00f5es. Calcula-se que, dos 75 mil oficiais do Ex\u00e9rcito e Marinha, de 1\/3 a metade tenha sido condenada \u00e0 morte por trai\u00e7\u00e3o. O saldo geral foram cerca de 680 mil pessoas mortas e 3 milh\u00f5es presas.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.cartamaior.com.br\/?%2FEditoria%2FPolitica%2FFrente-antifascista-ontem-e-hoje%2F4%2F47711#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>\u00a0Do ponto de vista, por\u00e9m, das esquerdas mundiais e europeias, e particularmente, daquelas dos pa\u00edses que j\u00e1 estavam sob o tac\u00e3o nazi fascista, o pacto foi desmobilizador e desconcertante. Como afirma Eley, n\u00e3o tanto por ele em si, mas\u00a0<i>pela forma<\/i>\u00a0como foi feito, com a URSS \u201cordenando\u201d aos demais partidos comunistas que cessassem as hostilidades contra o nazi fascismo. Mais uma prova de que a corrup\u00e7\u00e3o do socialismo perpetrada pelo regime de Stalin ocorreu n\u00e3o s\u00f3 pela opress\u00e3o que instaurou, mas pelo fato de sempre colocar os interesses da URSS absolutamente acima de quaisquer outros da esquerda mundial. Ap\u00f3s a II Guerra, isso adquiriria fei\u00e7\u00f5es tr\u00e1gicas, na rela\u00e7\u00e3o imperialista da URSS com o Leste europeu.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.cartamaior.com.br\/?%2FEditoria%2FPolitica%2FFrente-antifascista-ontem-e-hoje%2F4%2F47711#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a>\u00a0Jap\u00e3o e R\u00fassia tinham um hist\u00f3rico de conflitos na costa russa do Oceano Pac\u00edfico e na regi\u00e3o cont\u00edgua da Sib\u00e9ria \u2013 \u00e1rea de expans\u00e3o russa, pouco habitada e com abundantes e estrat\u00e9gicos recursos naturais. Em 1905, a armada japonesa derrotara a marinha russa, na disputa pelo Pac\u00edfico. Em 1918, na esteira da rea\u00e7\u00e3o internacional \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o bolchevique, o Jap\u00e3o ocupara partes extremas da Sib\u00e9ria, mas foram expulsos em 1922. Em 1937, o ex\u00e9rcito nip\u00f4nico lan\u00e7ou-se sobre grande e cobi\u00e7ada presa: a China, ent\u00e3o decadente e convulsionada por sangrenta guerra civil entre os comunistas comandados por Mao Tse Tung e os nacionalistas do general Chiang Kai Chek. A aventura chinesa custou muito ao Jap\u00e3o. Custou a oposi\u00e7\u00e3o ferrenha dos EUA, que tamb\u00e9m tinham interesses de hegemonia no Pac\u00edfico, e impuseram embargo comercial e financeiro aos nip\u00f4nicos em meados de 1941 \u2013 o que contribuiu para o ataque japon\u00eas aos EUA em dezembro daquele ano. E cobrou expressivo e crescente esfor\u00e7o log\u00edstico e militar. Comunistas e nacionalistas chineses se uniram contra o agressor externo e sua domina\u00e7\u00e3o impiedosa. O jugo nip\u00f4nico sobre a China nunca passou do controle de portos, vias de comunica\u00e7\u00e3o e algumas grandes cidades. Em 1938-1939, Jap\u00e3o e URSS se enfrentaram em uma s\u00e9rie de batalhas na Sib\u00e9ria, e as for\u00e7as russas, mesmo debilitadas pelos expurgos stalinistas, impuseram seguidas derrotas aos japoneses, para absoluto espanto destes, t\u00e3o orgulhosos, at\u00e9 ent\u00e3o, de sua efici\u00eancia militar. Assim, em 1941, os japoneses tinham duas op\u00e7\u00f5es de expans\u00e3o: tentar novamente sobre os russos na Sib\u00e9ria ou mirar os imp\u00e9rios coloniais brit\u00e2nicos, franceses e holandeses do Sudeste da \u00c1sia, de onde tamb\u00e9m poderiam obter petr\u00f3leo, borracha e outras mat\u00e9rias primas essenciais. O esfor\u00e7o de guerra na China, a surpreendente derrota para os russos, o conflito com os EUA e a vulnerabilidade das pot\u00eancias europeias enfraquecidas pela agress\u00e3o nazista, tudo isso fez os japoneses optarem pelo Sudeste da \u00c1sia e por um pacto de n\u00e3o agress\u00e3o com os sovi\u00e9ticos s\u00f3 rompido no \u00faltimo minuto da II Guerra \u2013 e pela URSS, que um dia antes da 2\u00aa bomba at\u00f4mica sobre o Jap\u00e3o, em agosto de 1945, declarou-lhe guerra. Stalin, assim, p\u00f4de transferir 4 milh\u00f5es de soldados da frente asi\u00e1tica para a defesa contra a invas\u00e3o alem\u00e3 \u2013 imprescind\u00edvel para a resist\u00eancia inicial e posterior vit\u00f3ria sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p><em><strong>Fonte &#8211; Carta Maior<\/strong><\/em><\/p>\n<p>https:\/\/www.cartamaior.com.br\/?%2FEditoria%2FPolitica%2FFrente-antifascista-ontem-e-hoje%2F4%2F47711#.XtmYzG-YUBY.whatsapp<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Neste \u00faltimo m\u00eas de maio completou 75 anos a derrota da extrema direita na Europa, em 1945, por uma frente anti fascista que uniu as esquerdas e a liberal-democracia. 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