Abertura do 20° Confup é marcada pela defesa do Sistema Petrobrás e debates sobre energia
agosto 12, 2026 | Categoria: Banner Principal, Notícia
[Cobertura colaborativa, com participaqção das comunicações da FUP, do Sindipetro SJC, do Sindipetro PR/SC e do Sindipetro BA]
Congresso reúne mais de 300 petroleiros e petroleiras em Salvador e reforça unidade da classe trabalhadora em defesa da soberania nacional, da Petrobrás e da democracia
A defesa da soberania nacional, do fortalecimento do Sistema Petrobrás e da continuidade de um projeto de desenvolvimento para o Brasil marcou a abertura política do 20º Congresso Nacional da Federação Única dos Petroleiros (CONFUP), realizada na segunda-feira (20), em Salvador.
Reunindo mais de 300 petroleiros e petroleiras das bases dos 14 sindicatos filiados à FUP, o congresso teve início com a posse da nova direção da Federação e com a aprovação da tese política que orientará os debates ao longo do encontro.
Na abertura, representantes do movimento sindical e de organizações populares destacaram a importância da unidade da classe trabalhadora diante das eleições de 2026. Entre as principais prioridades apontadas pelas lideranças está a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a eleição de parlamentares comprometidos com a soberania nacional, a justiça social e a defesa do patrimônio público.
A nova coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, ressaltou que a unidade entre diferentes organizações é fundamental para fortalecer as lutas da categoria.
“A escolha de como a gente se insere nos debates políticos e sindicais permeia o processo da nossa luta e o fortalecimento da nossa unidade”, afirmou.
A mesa de abertura reuniu representantes da CUT, CTB, Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ), MST, MAB, MPA e UNE, entre outras entidades que historicamente atuam ao lado dos petroleiros na defesa da Petrobrás e contra as privatizações. (FUP)
Bahia reforça seu papel na história do petróleo
Anfitriã do 20º CONFUP, a coordenadora-geral do Sindipetro Bahia, Elizabete Sacramento, destacou a importância histórica de Salvador para a categoria petroleira e para a participação das mulheres no movimento sindical.
Ela lembrou que a capital baiana também sediou o 17º CONFUP, em 2017, quando foi aprovada uma cota mínima para mulheres na direção da FUP.
“Estamos, portanto, em uma terra importante, onde nasce a história do petróleo e da Petrobrás e onde as mulheres abriram caminho para garantir e ampliar a ocupação de espaços políticos nas direções sindicais petroleiras”, destacou.
Representando o Governo da Bahia, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Oliveira, também ressaltou a contribuição histórica da FUP para o setor energético, a soberania nacional e a valorização dos trabalhadores.
Petrobrás no centro do projeto de país
Durante a solenidade, representantes dos movimentos sociais defenderam a construção de uma agenda comum entre trabalhadores do campo e da cidade, tendo como prioridades a soberania energética, a reestatização de ativos estratégicos, a transição energética e a defesa das riquezas nacionais.
A presidenta da UNE, Bianca Borges dos Santos, lembrou a parceria histórica entre estudantes e petroleiros em pautas como os royalties do pré-sal, o fundo social para a educação e a defesa da Petrobrás.
Já representantes do MST e do MPA reforçaram a necessidade de aproximar as lutas dos trabalhadores urbanos e do campo em torno de um projeto de soberania nacional.
Para as lideranças presentes, a Petrobrás ocupa papel estratégico nesse projeto.
A vice-presidenta da CUT, Juvândia Moreira, lembrou os impactos sofridos pelo Sistema Petrobrás durante os governos Temer e Bolsonaro e defendeu a continuidade do processo de reconstrução da empresa.
“Não dá para pensar um projeto futuro de Brasil que não seja pensar na Petrobrás”, afirmou.
Trabalhadores defendem unidade nas eleições
A participação de representantes do Sindipetro SE/AL também marcou a abertura do congresso. O diretor Bergson Carlos da Silva participou da mesa ao lado de Márcio André da Silva, coordenador-geral do Sindipetro Litoral Paulista.
As lideranças destacaram a importância da unidade da categoria nas eleições deste ano.
Segundo Márcio André, os trabalhadores das bases do sindicato aprovaram por unanimidade o apoio à reeleição de Lula.
O presidente da CNQ, Geralcino Teixeira, também defendeu a mobilização da classe trabalhadora durante o processo eleitoral.
A representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, Rosângela Buzanelli, chamou atenção ainda para o caráter estratégico do petróleo e das riquezas minerais brasileiras no cenário internacional.
Para ela, a disputa pelo controle dos recursos energéticos e minerais coloca o Brasil no centro de importantes interesses geopolíticos.
Cultura e resistência também fizeram parte da abertura
A programação do primeiro dia do 20º CONFUP terminou com apresentações culturais que destacaram a identidade e a resistência da cultura baiana.
O Ilê Aiyê, primeiro bloco afro do Brasil, e o Samba de Oyá levaram ao congresso manifestações da cultura popular e dos ritmos afro-baianos.
Segundo Elizabete Sacramento, a escolha das atrações reforça a compreensão de que a luta sindical também passa pela valorização da cultura e da identidade do povo brasileiro.
Debates seguem durante toda a semana
Os debates do 20º CONFUP seguem até sexta-feira (24), com discussões sobre conjuntura nacional e internacional, soberania, energia, futuro do trabalho e os desafios enfrentados pela categoria petroleira.
O congresso também aprofunda a chamada Pauta Brasil Soberano, com propostas para o fortalecimento do Sistema Petrobrás e da indústria nacional.
Entre as discussões estão a defesa da reestatização de unidades estratégicas, o fortalecimento do setor de fertilizantes e biodiesel, a participação dos trabalhadores na transição energética e a exploração soberana e sustentável das novas fronteiras de petróleo.
Ao longo do encontro, a FUP pretende consolidar propostas que serão apresentadas à gestão da Petrobrás e também levadas ao debate eleitoral de 2026.
O 20º CONFUP reafirma, assim, a aposta da categoria na organização e na unidade dos trabalhadores como instrumentos para defender a Petrobrás, a soberania nacional e um projeto de desenvolvimento para o Brasil.


