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Publicado: 20/03/2018 | 503 visualizações

Fechamento da FAFEN trará conseqüências negativas

Com a paralisação das atividades da FAFEN-BA, 700 postos diretos de trabalho serão fechados e haverá impactos em toda cadeia produtiva do setor, o que pode aumentar o número de desempregos.

Os produtos da Fábrica são utilizados como matéria-prima em outras empresas do Polo Petroquímico. A amônia é necessária para a produção da OXITENO, ACRINOR, PROQUIGEL, IPC DO NORDESTE e PVC; já a ureia é utilizada na HERINGER, FERTPAR, YARA, MASAIC, CIBRAFERTIL, USIQUIMICA e ADUBOS ARAGUAIA; o gás carbônico, na CARBONOR, IPC e White Martins. Já a Ureia é utilizada na HERINGER, FERTPAR, YARA, MASAIC, CIBRAFERTIL, USIQUIMICA e ADUBOS ARAGUAIA.

“É nessa perspectiva que faz-se necessária uma discussão com toda a comunidade afetada pelo fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia”, pontua, a direção do Sindipetro, que também acredita que a decisão da Petrobras não faz sentido, “afinal, o segmento de fertilizantes encontra-se em expansão tanto no Brasil quanto no mundo e a demanda do mercado brasileiro de fertilizantes é maior que a produção nacional”.

No Brasil, entre 2003 e 2012, o consumo de fertilizantes passou de 22,8 milhões de toneladas para 29,6 milhões, o que configurou crescimento de 30% no período. De acordo com a previsão da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entre 2010 e 2020, somente no Brasil, a produção de alimentos crescerá 40%.

Para a diretoria do Sindipetro, depender do mercado externo de fertilizantes é arriscado. “Soberania na agricultura é uma questão de sobrevivência, e países com visão estratégica não abrem mão disso”.

 

“Quebra do modelo de desenvolvimento*

 

Ao contrário das gestões dos ex-presidentes Lula e Dilma, quando foi colocado em prática um plano de expansão dos negócios de fertilizantes no Brasil, o atual governo foca apenas na questão economicista, provocando um grande desmonte no setor. A opção pelo investimento na área de fertilizantes, nos dois governos anteriores, se dava pelo entendimento que não se trata apenas de um negócio, mas de uma questão de soberania nacional e alimentar.

A Federação Única dos Petroleiros e o Sindipetro Bahia também defendem essa linha. Com o crescimento populacional e a melhoria da renda, espera-se o aumento do consumo de alimentos, principalmente de proteína animal, que requer mais grãos para a sua produção e, por consequência, maior uso de fertilizantes. “Depender do mercado externo de fertilizantes é extremamente danoso ao país, e a soberania e segurança alimentar demandam um aumento de produção interna destes insumos”, pondera a direção do sindicato.

 No governo Lula, o setor ganhou novas unidades que estavam em fase de construção, como a FAFEN Uberaba, cujas obras foram paralisadas em 2015, e a FAFEN MS, com 80% das obras concluídas está agora sendo negociada com uma empresa russa, retirando empregos do país. Havia também o projeto da unidade de Linhares, no Espirito Santo, que não saiu do papel. Já a FAFEN-PR, recentemente readquirida pela Petrobras no governo Dilma, está sendo novamente vendida.

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 FONTE – Sindipetro Bahia