Congressos

III CONGRESSO DO SINDIPETRO BAHIA

III Congresso coloca na ordem do dia assuntos de interesse da categoria e promove informação e debate

O III Congresso do Sindipetro Bahia, que acontece neste final de semana, dias 07 e 08 de junho, no Hotel Sol Barra (Avenida Sete de Setembro 3577, Porto da Barra) dará à categoria petroleira a oportunidade de participar de debates sobre assuntos que estão na ordem do dia e são de extrema importância para todos. Diante da conjuntura atual, em que a Petrobrás e suas demais empresas vêm sofrendo ataques constantes de partidos políticos neoliberais e da mídia golpista, é urgente que a sociedade organizada e o movimento sindical esclareçam e mostrem as verdadeiras intenções de quem faz coro nestes ataques, que nada mais é do que a tentativa de desmoralização e de desmonte da Petrobrás para a entrega do Pré-sal a iniciativa privada. Eles também estão de olho nas eleições de 2014.

Este ano teremos que enfrentar uma dura batalha para garantir a sobrevivência da  Petrobrás e suas demais empresas, que são patrimônio e orgulho do povo brasileiro. Vamos ainda discutir os problemas que os petroleiros vêm enfrentando no seu ambiente de trabalho como a insegurança e o assédio moral, além das propostas econômicas que serão encaminhadas para o Congresso da FUP, que acontece em agosto, em Natal. E ainda os assuntos de interesse dos aposentados e pensionistas. Discutiremos também a reforma política necessária para avançarmos na conquista da soberania e da democracia, através do Plebiscito por uma Constituinte Exclusiva e Soberana.

Todos estes assuntos serão abordados em 04 painéis, que trarão convidados de “peso”, que vão informar e debater, dando assim subsídio para que a categoria esteja bem preparada para o enfrentamento.

Confira a Programação e participe!

IV CONGRESSO DOS PETROLEIROS DA BAHIA

IV Congresso encerra com aprovação das teses no Plenário

Após um rico debate sobre a reforma política e os direitos trabalhistas, os congressistas deram inicio na tarde de sábado (30\05) às discussões das teses inscritas no IV Congresso, iniciado na sexta (29\05) e encerrado na noite deste sábado.

Para agilizar e organizar os trabalhos, os delegados foram divididos em seis grupos, cada um tratando sobre um determinado capítulo do ACT. As discussões foram intensas, e de acordo com os participantes, muito proveitosas. Todas as teses discutidas nos grupos foram aprovadas no Plenário. Nove de todas as teses inscritas foram remetidas para o debate no Congresso Estatuinte que ocorre neste domingo, (31\05) no mesmo local. 

Uma das principais resoluções para a categoria foi a inclusão nas pautas de reivindicações de todas as empresas do Setor Petróleo de uma cláusula que proíba a terceirização nas suas atividades principais e permanentes. E também estabelecer em cláusula, nos Acordos Coletivos de todas as empresas do Setor Petróleo, o Ministério Público do Trabalho, estadual ou federal, como o foro adequado, para definir quais são as atividades principais e permanentes das empresas que não poderão ser terceirizadas, caso haja impasse.

VI CONGRESSO DOS PETROLEIROS DA BAHIA

VI Congresso – é preciso ampliar e fortalecer a luta das mulheres

Descontração, criatividade e um bate papo muito sério marcaram o III painel de debates, na tarde do sábado, 27, no VI Congresso da categoria petroleira. A discussão girou em torno de temas que precisam ganhar mais espaço na sociedade: gênero, sexualidade e direitos. À frente da mesa estava a representante do Coletivo de Mulheres Fupistas, Rosângela Maria.

Uma das convidadas, a diretora executiva da CUT,  Elisangela Araújo, elogiou a iniciativa do Sindipetro ao optar por uma mesa de debate em seu Congresso, com um tema tão desafiador e necessário  que é a discussão sobre as relações de gênero, “ que se tornam ainda mais importantes em um momento como este em que vivemos um golpe no Brasil e temos os direitos das mulheres ameaçados”.

Para ela  “é necessário compreender que as questões de gênero têm de ser trabalhadas de forma efetiva, principalmente porque vivemos em um país patriarcal onde é muito presente ainda a violência contra as mulheres. E são várias as formas de violência, a sexual, moral e doméstica”. Elisângela também falou sobre a necessidade de ampliar e fortalecer os espaços para as mulheres nas esferas políticas e sindicais.

Já a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) começou sua fala criticando as ações de Pedro Parente à frente da Petrobrás, “que está dilapidando o patrimônio do povo brasileiro”, mas disse acreditar na categoria petroleira que para ela “ é significado de resistência, soberania e luta em defesa da construção do Brasil”. Ela também alertou para o fato de estarmos vivendo um momento de grande depressão das forças produtivas nacionais e que há uma clara intenção de destruir o valor do trabalho na sociedade.

Em relação às mulheres, a senadora afirmou que “a desigualdade de gênero é uma construção longa, nesse caso milenar. O poder de decisão da sociedade está apenas em um lado, o dos homens, confinando as mulheres a vida doméstica fazendo um mundo desigual  e perverso para as mulheres. Lídice fez também um relato histórico da desigualdade entre homens e mulheres, pontuando as conquistas que se deram, “não sem muita luta”.

A coordenadora da CNQ, Lucineide Varjão, lembrou que já é um avanço a lembrança das mulheres nos eventos, como o congresso dos petroleir@s e a construção social vai moldando os comportamentos das mulheres e homens, por isso a desconstrução do discurso machista é importante. Ela ressaltou ainda que as mulheres representam 17% do universo dos trabalhadores do Sistema Petrobrás.

A representante do Levante Popular\Consulta Popular, Amanda Rosa, destacou em sua fala que as mulheres sempre estiveram na frente de muita lutas no Brasil e em vários países e é preciso entender as desigualdades para compreender a participação feminina na sociedade. Com relação as reformas do golpista Temer, ela acredita de que não há dúvida que as mulheres serão as mais prejudicadas e por isso é necessário a ocupação de todos os espaços na política. Amanda Rosa ressalta também que é preciso repensar as estruturas nas entidades sindicais, “para que as mulheres possam realmente fazer politica e liderar, não somente ficar à mercê das deliberações geralmente adotadas de cima para baixo”.

Lucíola Simeão, da Secretaria de Mulheres da CUT, afirmou que existe a necessidade de diálogo com a juventude e com as mulheres, fazer uma melhor integração desses atores para incorporar esse público, a juventude, nas lutas políticas.

Para a diretora eleita do Sindipetro Bahia, Marise Sansão, “há mais de 2017 anos Jesus Cristo compôs seus seguidores – apóstolos – sem nenhuma mulher, somente homens”. Segundo ela, na Igreja Católica e na Maçonaria o espaço politico é extremamente masculino, mas apesar de toda essa história, essa questão de gênero está em processo de transformação.

VII CONGRESSO DOS PETROLEIROS DA BAHIA

7º congresso – Palestrantes alertam para perseguição política e partidária

Na segunda rodada de debates do 7º Congresso d@s Petroleir@s da Bahia, ocorrida no último sábado (19/05) a mesa foi composta por Emiliano José, escritor, jornalista e ex-deputado federal, Radiovaldo Costa, diretor do Sindipetro-Bahia, Cynara Menezes, jornalista e editora do site “Socialista Morena” e Temoteo Gomes, coordenador nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB.

“Não há acaso neste cenário que estamos vivendo. Todas as estratégias foram traçadas para que a esquerda sofresse um esquartejamento em praça pública como sofreram os negros e pobres na revolta dos alfaiates”.  Foi voltando na história que Emiliano José fez um comparativo entre a revolta dos alfaiates e o momento atual que a democracia e a esquerda tem enfrentado. “Esta luta não é somente da esquerda ou da Petrobrás, mas deve ser uma luta diária de todos os trabalhadores que defendem seus direitos de viver dignamente, de educar seus filhos e de preservar uma geração vindoura que pode nem sequer saber o que é uma democracia”, alertou.

Na oportunidade, Cynara Menezes chamou atenção para todas as conquistas alcançadas pelo povo através da democracia e das mobilizações sociais que foram realizadas no decorrer da história. “Hoje é mais um dia de luta e resistência ao golpe que estão dando em nossa democracia. Mais um dia de grito de liberdade. É preciso ter consciência que são momentos como este congresso que mudam a história de um país”, exclamou.

Ainda na ocasião e de forma contextualizada Emiliano esclareceu como a conjuntura política atual tem sido pautada pela justiça “PMDbista” e revelou sua preocupação com o rumo da democracia e da soberania nacional. “Nós vamos enfrentar uma eleição numa conjuntura conturbada e onde curiosamente, existe um paradoxo, onde o candidato largamente preferido da população brasileira e o que ascende a esperança do povo: Luiz Inácio Lula da Silva, que cresceu na popularidade depois de preso, transformando na prática a sua célebre frase que jamais será esquecida: ninguém vai prender os nossos sonhos”.  

Temoteo Gomes fez um apelo aos trabalhadores presentes. “Não deixemos que tudo que nós conquistamos com o avanço da nossa democracia, dos nossos direitos e acima de tudo da soberania nacional sejam tirados de nós. Vamos às ruas, companheiros. Vamos resistir e ter consciência da lavagem cerebral que os veículos de direita fazem com a gente todos os dias. Tenhamos consciência e vamos à luta. Vamos lutar pela Petrobrás e pelo Brasil”, finalizou.

Fonte – Sindipetro-Bahia

VIII CONGRESSO DOS PETROLEIROS DA BAHIA

A ordem é defender o Sistema Petrobrás, os direitos da categoria e a liberdade sindical, decidem petroleiros da Bahia em seu 8º Congresso

O  8º Congresso d@s Petroleir@s da Bahia foi encerrado na noite do sábado (30) com a aprovação de uma série de resoluções e compromissos firmados pela categoria  que serão encaminhados à FUP para que possam fazer parte da campanha nacional em defesa do Sistema Petrobrás e dos direitos  dos petroleiros e petroleiras.

Foi consenso entre os congressistas organizar a luta para garantir a manutenção do Acordo Coletivo de Trabalho com reposição da inflação e ganho real, de acordo com o índice do DIEESE.  
O congresso que aconteceu nos dias 29 e 30 de março, no Hotel Portobello, em Salvador, foi marcado por intensas discussões sobre a atual conjuntura econômica e política e os desafios que terão de ser enfrentados pela categoria, que na opinião do coordenador geral do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, são muitos. “Nunca vivemos em uma conjuntura como essa tão adversa, onde os trabalhadores são tratados pela gestão da Petrobrás e pelo governo de extrema direita de Bolsonaro como inimigos”.

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, ressaltou a difícil negociação que está por vir. “Temos várias frentes de combate e nesse ano, a negociação do nosso acordo coletivo será feita em cima de três pilares. Vamos lutar contra: o ataque aos direitos da categoria; o ataque à liberdade sindical e o ataque ao Sistema Petrobrás.

Os 175 congressistas, representando os petroleiros da Bahia, apontaram a necessidade de fazer articulações com as demais categorias organizadas, em especial as do serviço público e das estatais, que estão sofrendo ataques semelhantes aos que têm sido feitos contra os trabalhadores da Petrobrás. Para ampliar a luta  a ideia é buscar o apoio dos movimentos sociais e da sociedade civil organizada. 

O diretor da FUP, Deyvid Bacelar, ressaltou a necessidade de união dos trabalhadores e a responsabilidade da categoria para tentar barrar o objetivo da atual gestão da estatal e do governo Bolsonaro de acabar com os direitos da classe trabalhadora – no caso dos petroleiros, descontruir um Acordo Coletivo, que foi conquistado no dia a dia com muita luta – acabar com o movimento sindical, com a Petrobras e a soberania nacional.  

Economistas, sociólogos, parlamentares, advogados, representantes de movimentos sindicais e sociais, que realizaram palestras durante o congresso foram unânimes em afirmar que o cenário atual, com ataques sucessivos à democracia, é um dos piores da história do Brasil  em termos de retirada de direitos e retrocessos sociais.   
Diante do cenário caótico e ameaçador no qual se encontra o Brasil, o Conselheiro Deliberativo eleito da Petros, Paulo César Martin, fez um alerta: “não dá para os aposentados e pensionistas ficarem assistindo ao jogo da arquibancada.  Eles precisam se juntar aos ativos, Todos vão ter que entrar em campo para jogar”.

Ao final do congresso foram eleitos os delegados que vão participar da PLENAFUP e do CONCUT.  

Conheça alguns dos pontos aprovados no congresso:

– Defender a vida, acima de tudo, e a reposição dos efetivos das unidades do Sistema Petrobrás, através de uma política de SMS com maior participação dos trabalhadores e da realização de novos concursos públicos.
– Defender o Sistema Petrobrás, como uma empresa integrada de energia, e as demais empresas públicas e estatais, lutando contra a privatização e a venda de ativos.
–  Preservar os direitos da categoria petroleira com a manutenção do atual do ACT, reposição da inflação (ICV) e ganho real pelo índice do DIEESE. 
– Propor à FNP uma unificação da Campanha, através de pauta única. 
–  Lutar contra a Reforma da Previdência do governo Bolsonaro, Defender a proposta do GT Petros do PED alternativo dos Planos Petros (R e NR) e lutar contra o Plano Petros 3.
–  Lutar contra as Resoluções CGPAR 22, 23 e 25.
– Lutar pela liberdade e autonomia sindical, contra a MP 873.
–  Garantir a exploração das reservas de petróleo e gás já concedidas para Petrobrás e o abastecimento de todo o mercado nacional de derivados para a população brasileira a partir do refino nacional com uma política de preços internos baseada nos custos internos da Petrobrás e não no mercado internacional.

Fonte – Sindipetro-Bahia